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Para sempre, Catch Side ♥

Quem me conhece é obrigado a saber sobre o meu eterno amor pela banda Catch Side. Tudo começou quando dei de cara com a música Eu e Você no flogão da Scarlett (quem tinha fake da Mariana Radigonda lembra muito bem dessa época ahahah), me apaixonei e logo depois ouvi todas as músicas deles. A banda era composta por Kaká, Digo, Bryan, e Galha, cada um com excesso de fofura que não cabia neles.
Infelizmente, fui em apenas um show (minha mãe era super protetora nessa época) e sempre quando vinham pra cá iam pro centro de São Paulo (não conheço nada lá, isso não me ajudava), desiludida, achava que nunca teria a oportunidade de vê-los e todo aquele drama que uma garota que tem um ídolo faz.

Girls, quem não os conhece, preparem-se para se apaixonarem:


O que era para ser algo apenas divertido entre amigos, tomou uma dimensão bem maior, do Rio de Janeiro para todos os possíveis cantos do Brasil, a brincadeira tornou-se coisa séria, e quem ia apenas assistir o show de uma outra banda, acabava se apaixonando por eles, e claro por suas músicas.

Quem não lembra de ter visto "Daquilo que eu chamo de amor" no Multishow, em um mês que o clipe foi lançado no Youtube já tinha cerca de 60 mil acessos. Tocaram no No Capricho, foram indicados como  finalistas da categoria Revelação do Ano no Meus Prêmios Nick, e ainda tocaram no Acesso MTV.
Eu, como fã, e pelo que eles demonstraram nada disso foi em vão, pelo contrario, eles se tornaram astros, e por onde iam, eram cercados por gritos histéricos (garotas, por que tão loucas?).



Depois de 2 anos sonhando, foi em 28 de Novembro de 2009 que o meu sonho se realizou, me lembro até hoje que surtei quando li que eles viriam para minha cidade e surtei mais ainda no dia do show. Show com direito a muita chuva, e ainda cachorro entrando no palco. Cantei muito, pulei, apessar de ser quase amassada contra a grade é um pequeno detalhe. Lá estava eu, a um braço de distancia deles, meu sonho estava se realizando, e cá entre nós não tem sensação melhor que essa.
Assim que soube que eles já tinham chegado, foi quando realmente a ficha caiu, já comecei a chorar, depois algumas amigas conseguiram entrar e ir até a van deles, a Lu (que por sinal foi o meu anjo) conversou com eles, e o Diego prometeu que iria falar comigo no final do show (a essa altura eu chorava mais ainda).

Fico arrepiada só em lembrar:



Em Abril de 2010, o Diego Shaman passou a ser o novo baterista do Catch Side, tão simpático, carismático (com um jeito que só quem é Catch Side tem), conquistou muito depressa as fãs. Mas, em meados de 2010 eles anunciaram que não continuariam com a banda, foi como um soco no estomago, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi "imagina se eu não tivesse ido no show em 2009?" aquela noticia teria o dobro do peso.

Mesmo com o fim da banda, eles fizeram uma turnê de despedida, onde o Galha voltou para a bateria e sem duvida alguma cada show com certeza foi único e inesquecível (minha mãe ainda era super protetora e não entendia o grau de importância que esse último show teria na minha vida).
Eles nos deixaram bem claro que todos aqueles anos não foram em vão, que toda a experiência que eles tiveram, todo o amor que receberam nunca seriam esquecidos, e com certeza nunca vão ser. 


Ainda tenho algumas coisinhas guardadas no meu computador, como quando em uma twitcam o Kaká fez um M (de Mayara ♥) e um coração pra mim:


Ta ai, uma coisa que eles me passaram, é que quando você luta por algo que você sonha, a recompensa não é realiza-lo, mas sim cada dificuldade que você passou por cima, cada problema que você deixou para traz, e é por isso que eu desejo aos quatro, que independente do que escolheram seguir, vou sempre ouvi-los com todo carinho, sempre torcer, é o minimo que eu posso fazer, por quatro pessoas que compartilharam o seus dons com milhares de garotas histéricas e malucas.

 Plante o bem para depois colher o amor
O tempo não vai esperar o seu sonho se realizar.

Amor de um carnaval


Estava tão quente quanto o carnaval deste ano, talvez hoje em dia tenha mais pessoas pulando em todos os lugares, mas nunca gostei de muita gente junta, dá a impressão que a terra não sustenta tantas pessoas pulando sob o mesmo lugar. Quando eu era menor, o carnaval não era pulado com fantasias e mascaras, mas sim com rostos pintados, todo mundo bem colorido, sorrisos tão estampados e brancos, as músicas ao fundo, lembro-me de todas, de traz para frente, independente de qual fosse a voz que cantasse. Eu amava carnaval, e todas as coisas maravilhosas que ele me trazia, ter a oportunidade de viajar para um lado do país uma vez por ano, e voltando para casa ter certeza que foi a melhor viagem do mundo.

Mas esse carnaval é o que eu nunca vou esquecer, aconteceu aqui mesmo, essa cidade do interior de São Paulo, onde não tinha nenhum turista a vista, todas as pessoas que estavam na rua me conheciam desde criança, todos ao meu redor usavam mascaras, uma mais brilhante que a outra, me encolhendo senti mais falta de quando nos pintávamos.

Tocava "Minha pequena eva", e eu gritava com meus amigos do lado, dançando, brincando, e nos divertindo que era a lei do carnaval. De repente, eu não estava mais na muvuca de máscaras conhecidas, era um estranho que me pedia a mão e sorria como se fosse o único ali que não me conhecia. Que mal podia haver em deixar-se encantar por um desconhecido mascarado?

Ele cantava no meu ouvido: "além do infinito eu vou voar, sozinho com você, e voando bem alto, me abraça pelo espaço de um instante, me cobre com teu corpo e me dá a força pra viver..." Aquele estranho estava me ganhando a cada música, e a cada instante que corremos quando percebemos que fomos deixados para traz pelo trio elétrico.

O dia já estava perto de ficar claro, do mesmo jeito que aquele lindo estranho apareceu, desapareceu também. Seu cheiro ficou, e todas as vezes que eu andava pelas ruas da minha cidadezinha, olhava para as pessoas de um outro jeito, imaginando mascaras em todas as pessoas que passavam por mim, definitivamente aquele homem era um turista, eu o reconheceria pelo sorriso ou pelo cheiro.

Foi então que hoje, neste carnaval quando conversava com o meu marido sobre todos os outros carnavais passados, descobri que naquele ano onde o meu carnaval foi inesquecível ele estava visitando alguns primos, e que quando tocou "Minha pequena eva", ele estava com a pequena eva em seus braços.