Romantismo a parte: Quase você


Eu pensando que estava tudo certo. Claro que brigas em todos os relacionamentos eram normais, terrivelmente elas estavam virando rotinas. Mas quem se importava? Eu não. Éramos só eu e ele, e ninguém mais.

O que sentíamos era tão grande, que ninguém era capaz. A gente não tinha nada em comum, não costumávamos a frequentar o mesmo barzinho todas as sextas, não tinha nem como dividir a minha música favorita com ele, porque ele simplesmente não gostava.

 E então, que chega alguém. Alguém que a faculdade inteira derruba copos, perde olhares quando ele chega por perto. Tão cheio de marra. Com essa barbinha e esses olhos claros fizeram o que eu havia sentido há muito tempo atrás, voltar.

Malditas borboletas no estômago, e maldito interesse seu em mim. Tão sem jeito, era só pra eu ser sua amiga e te apresentar pras meninas. Nada demais. Eu e você?! Puft. Jamais, olha pra você, bandido, mentiroso e mulherengo.  Impossível você ter algum tipo de sentimento por qualquer pessoa.

Mas não, você desafiava todos os limites. E tudo que eu pensava de você. Você chegava perto, me causava arrepios e um desejo tremendo por você.  Sempre deixando um gostinho de quero mais, um desejo de saber o quanto você desperta, e porque você despertava isso por mim.

Não se troca um amor, por uma paixão boba.  Porém, como não se deixar levar com esse seu jeito tão sem vergonha de ser? Com esse seu sorriso que parou o meu coração, e o tempo de tantas outras garotas. Não sei por que você quer a mim, só sei que, infelizmente, eu também te desejei.

Por pouco tempo, pouquíssimo. O tempo de chegar e dizer que você seria só uma tentação pra eu passar. Não nego que você é mais do que eu imaginava, que é o parceiro que eu esperava. O companheiro pro meu barzinho favorito, os olhos que causam arrepios até o último fio de cabelo.

Você é um vendaval que vem, deixa suas marcas, suas catástrofes. Infelizmente, você não costuma permanecer nos lugares. E felizmente essa será a lembrança que guardarei de você. 







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