Cartas Não Enviadas - Oi!



Oi! Como se começa uma carta, quando eu mal sei como puxar assunto contigo?  Sempre achei que eu quem tinha mania de fugir, mal podia saber que eu iria encontrar você. Pois é, você. Que chegou falando sobre o meu time de futebol, que aos pouquinhos foi conquistando seu espaço. Você é tão você, sabe. Você tem a sua beleza que encanta, o seu jeito na sua e ao mesmo tempo tão atento e tudo. Você não sabe abraçar, mas tem um cafuné ótimo. Seu sorriso é lindo, e talvez você mal saiba disso. E você, você arranca suspiros e algumas batidas de um coração, e mal sabe. Dia desses, você pediu para que eu o descrevesse, e a primeira frase que eu te disse foi: ‘‘Se eu tivesse um pedido, pediria pra me apaixonar por você.’’ Eu nem tive esse pedido, mas aconteceu. (Será?!) Eu nem sei, onde, quando e porque eu me notei apaixonada por você. Na verdade, eu venho fugindo disso desde dia que as primeiras piadas surgiram. Talvez eu nem esteja apaixonada por você, né? Talvez seja uma simples confusão, e eu espero que seja. Mas independente do que eu estiver sentindo, ou do que você está fugindo. Não vai. Não foge de mim. Não faz comigo, o que eu já fiz com tantos! Fica. Eu nunca fui de implorar, então, por favor. Aceita, vai. Aceita que eu não pedi pra ir embora, e nem fugi de você. Entende que pela primeira vez, eu to pedindo pra alguém ficar. Concorde que você pode ser o alguém das minhas histórias e mal saber.

Com gosto de saudade,                   
   Ao infinito e além





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