Tudo novo, de novo...

Cinco, quatro, três, dois, um...

E em um segundo parece que toda a sua força foi restaurada, não parece que levou muitas quedas nos últimos 365 dias, quem te vê de longe vibrando, pulando, abraçando todo mundo da família, ou até mesmo quem passa na rua desejando com um largo sorriso:

- Feliz ano novo! - e repete essa frase no ouvido de todas as pessoas que retribui o sorriso amistoso.

Essas são as festas que eu mais amo, duas em uma só semana, parece que todos somos inundados por todo o amor do mundo, juro, me dá até uma pontada de esperança que dessa vez vai ser diferente. Que repetiremos esse dia todos os outros, afinal, por que se embriagar de amor só uma vez ao ano?  Eu não me lembro direito quando que essa época se tornou tão especial para mim, só consigo dizer que é algo que vai muito mais além de festas comemorativas, parece que acontece sempre uma mudança interna, e cada ano para melhor, você também sente isso?

As vezes quando as coisas parecem um pouco mais difíceis, me permito lembrar de cada abraço apertado, leio mensagens antigas, e me forço sempre a pensar que já houve momentos como este, a chuva mesmo que demore, ela passa. Já assistimos esse espetáculo algumas vezes. E é somente no último dia do ano que a gente se dá conta do quanto as chuvas violentas foram necessárias, as vezes ela arranca algumas coisas, mas reconstruimos, e muitas vezes faz com que a construção se torne mais sólida, mais difícil de ser derrubada.

Ah, quantas promessas, quantos sonhos que renovamos, quantas juras fazemos. Mas não percebemos, que a única coisa que muda é o último número que compõe o que chamamos de "ano", mas o que faz que a nossa vida seja diferente dessa vez, somos nós mesmos.

"A beleza da vida é incomparável, em um dia somos os culpados, no outro somos os campeões, o que determina é o meio entre esses dois tempos."

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