Romantismo a parte - Desconectada

Respirei fundo. Corri pra pegar a chave do carro. Já era madrugada, todo mundo estava dormindo. Era mais uma noite triste. Eu tinha três coisas comigo, embrulho no estômago. Dor no peito e uma vontade louca. Eu mal sabia o que eu queria, lá no fundo, é claro que eu imaginava que era você o motivo de tudo isso. Mas de verdade, eu queria muito que você fosse só mais um.

Só queria sair, só fugir do meu quarto. Dos meus pensamentos. Só apertei o acelerador e fiz algum caminho, um caminho que eu mal sabia pra onde iria. Rodei a cidade inteira e parei em frente a um lugar. Adivinha? É claro, eu parei em frente a tua casa.

Eu queria gritar, eu queria pedir pra que você me dissesse que tudo iria ficar bem, que eu tava viajando. Que eu nunca iria te entender, mas que eu tinha que entender que não tinha mais ninguém. Eu queria te ligar, eu queria te ver.


Eu precisava sentir você, comigo. Eu precisava arrumar um jeito que revirasse toda essa bagunça que eu tentei organizar desde que você chegou. Você é a bagunça, você é algo que me cativa. Você me desconserta por dois segundos. Você me arruma em um beijo.

Eu precisava de qualquer desculpa pra perguntar se tava tudo bem mesmo. E é isso mesmo, nada aconteceu. Eu fiquei parada, na madrugada, horas em frente a tua casa. Chorei e disse que não iria mais correr atrás. Eu fiz muito mais do que fiz por qualquer um, você gostou de uma pessoa forte.

E tudo que eu senti, me fez ficar fraca. E eu preciso voltar a ser forte. Então, fui forte. Deletei nossa conversa, que eu tinha salvo desde o ''início''. Voltei pra casa e me desconectei de tudo que me conectava a você. Olha na sua correspondência, deve ter uma embalagem.

Meu coração está lá, termina o que você começou. Quebra ele. Joga ele no rio. Queima. Afoga. Sei lá. Eu não preciso dele, não enquanto ele estiver com teu nome nele.

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