Faz quinze anos que vivo aqui. Encontrei pessoas que me fizeram crescer chorando, outras que me deram a mão e me ajudaram a ir pelo melhor caminho. Chorei em noites intermináveis, e cheguei a contar as horas para sair desse lugar. Realizei imensos sonhos, dos maiores aos menores, a cada sonho nascia uma felicidade incrível, e brotavam novos sonhos. Tive que aceitar muitos "adeus", sempre tive muitas duvidas sobre a vida. Acreditei mil vezes na mesma coisa e só percebi que estava errada na vez mil e um. Fui descobrindo devagar como evitar uma lágrima, um grito. Comecei a entender e a decifrar cada olhar alheio. Fiz amigos, abracei minha família. Tive muitos problemas, quis morrer, e ainda estou aqui.
Tenho muitos amores eternos em meu peito, gente que daqui a 10 anos não irei mais ver, mas sempre irei lembrar.
Eu sou como o mar, as vezes fico calma e com ondas pequenas, mas quando menos esperam me agito e viro uma enorme onda. As vezes recuo, as vezes fico de ressaca, e muitos preferem não ir muito para o fundo com medo do que vão encontrar. Sempre fui calma, se conta no dedo as vezes que perdi o controle, o ruim é que existem pessoas que abusam disso, acham que podem pisar em cima de mim o quanto quiserem que não falarei nada, mas eu disse que sou calma, nunca que sou boba.
Sempre que discuto com os meus pais me sinto um lixo. Não tenho o poder de como algumas pessoas conseguir ignorar o que eles dizem, cada palavra parece ter um peso enorme e concreto, mas acho que já tentei demais agrada-los, se ainda não agradei, jamais ficarão satisfeitos.
Quinze anos sempre foi a idade dos meus sonhos, essa é a última semana que carrego essa idade comigo, e assim que der meia noite do dia Doze de Março, agradecerei imensamente por tudo que realizei, todas as amizades que fiz, e todo o tempo que fui feliz. Ter quinze anos foi melhor do que imaginei, e espero que os próximos anos se não melhores, iguais.
Eu ergo minha mão ao céu, e choro, como se hoje fosse o meu último dia nesse lugar.
Dou o meu melhor hoje, porque talvez amanhã não possa fazer isso.
Choro, e mesmo que com medo do que os próximos anos me reservam aceito e vou crescendo junto deles.
Soluço, peço que eu suporte tudo o que acontecer, que eu não perca a esperança e que eu consiga ser eu mesma em todos os momentos.
Lá se vão meus quinze anos, eles tem que ir para abrir espaço para novos sonhos.



Eu sempre tive na minha cabeça que depois dos quinze anos você vira mulher, com outra cabeça. Hoje eu tenho 19 e me sinto tão ou mais frágil do que quando tinha quinze. O tempo passa rápido, sinto falta.
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