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Romantismo a parte: Saudade
Vivo de saudades e mal sei se o mesmo é recíproco.
Mas me perco em uma pergunta sem resposta, de quem é que sinto tanta
saudade? Já escrevi milhões de sms, indiretas pra dizer que to precisando de
você. Pra que você me guie, me acompanhe a cada passo infalso. Que me segure no
colo, quando o tropeço for grande. Que a sua falta é tanta, que chega a doer
todos os dias antes de dormir. Que tenho sonhado com você. E acordado com o
coração, doendo. Porque eu não aguento mais essa saudade que insiste em vir me
visitar sempre após em dias de domingos, ou até mesmo depois do almoço. Mas se
me pedem pra responder a pergunta acima, eu digo que não sei. Que o rosto dos
meus sonhos está tampado. E sempre quando vou descobrir quem é você, eu acordo.
Talvez eu espere por alguém que esteja jogado em um bar com um amigo. Que
esteja com a pessoa errada. Que tenha um mal gosto de se vestir. Que não goste
de loiras, mas mal sabe o que lhe espera.
Ou talvez, eu sinta saudade de alguém
que veio e nem mexeu comigo. Não no momento em que ele estava comigo. Posso ser
uma romântica quando me pego pensando em alguém. Mas sou tão solta quanto um
gato que anda vagando pela cidade à noite. Talvez eu volte pro mesmo lugar
sempre. A saudade. Talvez ela tenha virado minha companheira favorita. Afinal,
ela me acompanha nas sessões de cinemas. Nos copos de cerveja. Nas danças intermináveis.
Talvez eu esteja esperando alguém, que está por vir seja ele um antigo ou um
novo amor. Mas por favor, se a saudade resolver te visitar, alegando que sou eu
que estou pedindo você aqui, não hesite em vir me conhecer. Me reencontrar.
Tenta vir me visitar, que eu prometo que estou tentando saber recompensar
alguém com o sentimento que tá guardado aqui, só pra você.
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