Desde de quando você apareceu eu tentei fingir que não era comigo, que você não iria pisar no meu campo de batalha. Literalmente, vesti minhas armaduras, a fim de evitar uma enorme confusão, mas hoje eu vejo, que o caminho não era esse, a confusão se tornou ainda maior, e a pior parte é que ela é em mim. Nunca vou entender como você despertou isso em mim, cada vez que dou um passo para traz, basta algum sinal seu, e já dou dois passos para frente - não é assim que se foge de alguém.
Naquela noite que sua mão tocou a minha, minhas pernas tremiam e no fim das contas nem sei se o que eu senti era felicidade ou medo. Você se aproxima e de repente surge a necessidade de falar alguma coisa, de puxar assunto, só para ouvir a sua voz - e confesso que as vezes no meio do dia, dá uma vontade danada de ouvir a sua voz.
Só que eu sei que não adianta nada, você as vezes chega a ser grosso e eu tenho que engolir a seco, por mais que eu queira que me trate de outro jeito, é melhor assim do que não me tratar de jeito nenhum, tenho pavor de ser insignificante na vida das pessoas que eu gosto.
Você nunca vai saber, eu nunca vou contar. E nossas vidas permaneceram as mesmas. Eu aqui, com a minha farda lutando para resistir. E você ai, sem a mínima ideia da minha luta interna pra não te abraçar o mais forte possível.




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