Romantismo a parte - De janeiro a janeiro.


Esqueci de te dizer que não ia ser fácil, que você não ia conseguia me dobrar tão rápido. Eu me joguei de abeça, eu entreguei nas suas mãos e eu te pedi pra que ficasse independente de qualquer coisa. Porém, eu não contei que eu iria complicar as coisas, do meu jeito. Iria fazer ele querer ir embora, e ainda assim, querer que ele pedisse pra ficar e tentasse ficar.
Fiz um pedido à você, todas as noites. Pedi proteção a mim, e que você me encaminhasse alguém pra me proteger e que eu o protegesse também. Pedi que viesse com calma, no tempo certo, do jeitinho que desse. Na hora e no momento que você, achasse que era certo.
E então, você o projetou. Ele chegou como quem não quer nada, e já foi logo ao lance de que havia demorado alguns minutos pra puxar papo. Chegou sem charme, do seu jeito moleque de ser, perguntando se eu tinha tempo na agenda pra ir ao cinema.
Foi assim, no tempo que eu havia pedido. Sem perceber. Sem dar tempo de me queixar. Em meio ao festival de verão daquele ano, fiz questão de não ver o tempo passar ao seu lado e me jogar naquela festa. E você, você esperou. Como ninguém esperaria. Você foi diferente, mesmo achando que não.
E quando me dei conta, pedi à você Lua, que me trouxesse ele. Mas na verdade, eu não estava e ainda não estou preparada para ter alguém como ele. Segurei as lágrimas na despedida, lembrando que eu não podia chorar. Que aquilo, não era pra mim.
Mas por aqui te digo, que não foi mais um. Que foi o um, por um festival de verão. E que eu, apesar dos pesares, lembrarei de você de janeiro a janeiro.

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